terça-feira, 27 de setembro de 2011

Nova legenda e as eleições II


Conforme previa, em comentário anterior, abaixo, o PSD conseguiu o seu registro no Tribunal Superior Eleitoral.

domingo, 25 de setembro de 2011

Nova legenda e as eleições


Tenho observado as inúmeras dificuldades que estão sendo colocadas no caminho para criação do PSD - o novo partido liderado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (eleito pelo DEM), conforme noticiam jornais, sites e blogs da mídia eletrônica nacional.

O PSD, que busca seu registro, junto ao TSE, contará com a adesão de quase 60 deputados federais, alguns vice-governadores, mais de uma centena de deputados estaduais e, provavelmente, com a filiação de governadores, será, portanto, um fato de grande relevância para o processo político brasileiro, independentemente de concordarmos ou não com o seu ideário programático, sua prática e das reais intenções dos seus fundadores, quanto ao campo de atuação.

Nascerá, o PSD, como a terceira força no Congresso Brasileiro, exercendo forte impacto no atual quadro partidário, com reflexo direto no cenário eleitoral de 2012. Inclusive, no nosso município, poderá haver o desembarque de expressivas lideranças e quadros partidários dos principais partidos legalmente existentes em Santiago, com a consequente migração para a nova legenda, caso se confirme o registro no prazo hábil.

Um Tribunal que já deferiu o registro de dezenas de agremiações partidárias, a maioria, ainda com pequena representação parlamentar, como é o caso do PTC, PTdo B, PRTB, PMN, PRP, PHS, PTN , PSL,  PCO e PSTU, entre outros, dificilmente irá inviabilizar a do PSD.

O jornal O Estado de São Paulo publica, na edição de hoje, um artigo do jornalista, João Bosco Rabello, considerando legítima a concessão do registro ao PSD , conforme abaixo:

O PSD é legal e legítimo 


Na próxima terça-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) volta a se reunir para decidir o pedido de registro do PSD, decisivo para que a nova legenda possa participar das eleições municipais de 2012. A parte a polêmica artificial produzida pelos seus opositores, e o apego de alguns ministros a formalismos menores, o PSD nasce dentro das regras eleitorais e com absoluta legitimidade política.


O partido cumpriu as formalidades jurídicas impostas pela legislação, como atestam os tribunais regionais eleitorais e o texto da relatora, ministra Nancy Andrighi, defendendo a aprovação do registro. Os ministros divergentes na sessão da última quinta-feira entediaram os espectadores com tecnicismos que passam ao largo do mais importante: a questão política.

O PSD poderia não existir se os seus idealizadores tivessem alegado justa causa para deixar o DEM, onde foram vítimas de uma fraude comprovada que destituiu os poderes do Conselho Político, e migrado para outras legendas. Mas optaram por resgatar o ideário liberal e devolver ao cenário político uma representação com 60 parlamentares, assumidamente conservadora, capaz de reequilibrar o quadro partidário, quebrando a hegemonia nociva de PMDB e PT.

Importante alternativa para governos submetidos a uma base com poder de chantagem, o partido é um oxigênio para o debate político e uma opção indispensável para a diversidade ideológica.

Alta do dólar e a indústria

esses últimos anos, empresas  contraíram dívidas em dólar para importarem insumos mais baratos, em detrimento das cadeias de fornecedores nacionais. Essa mudança no câmbio vai refletir muito em breve no bolso dos consumidores brasileiros, que terão que pagar mais caro nas lojas, pelos produtos manufaturados.

Veja o que diz o artigo dos jornalistas Raquel Landim e Luiz Guilherme Gerbelli, do Jornal O Estado de S. Paulo

Alta do dólar pega indústria no contrapé


A indústria está sempre reclamando do real forte, que prejudica a competitividade, reduz a utilização de insumos locais e desestimula investimentos. Mas quando a tão esperada desvalorização parece ter chegado, a notícia não é tão boa assim. A brusca variação do dólar - que saiu de R$ 1,59 no fim de agosto para R$ 1,84 na sexta-feira, alta de 15,5%, e bateu R$ 1,91 na quinta - pegou as empresas no contrapé.

O setor privado não esperava mais por esse movimento e não criou mecanismos de defesa contra o câmbio valorizado. Nos últimos anos, as companhias se endividaram em dólar e desenvolveram uma extensa rede de fornecedores no exterior. Em setores como eletrônicos, bens de capital e até autopeças, o problema pode ter se tornado crônico, porque ocorreu um desmonte das cadeias produtivas locais.

Se a reviravolta do mercado de câmbio não for um ponto fora da curva como na crise de 2008, as empresas vão sofrer com a alta dos insumos importados e das despesas financeiras em dólar. Companhias relatam que os custos já estão subindo à medida que faturam os insumos nos portos. Até agora, optaram por absorver a alta dos custos com redução do lucro, mas, se o real ficar acima de R$ 1,80, os reajustes serão incontornáveis, com consequências para a inflação.

"Vamos suportar com redução de margem, mas será inevitável algum repasse, que varia muito conforme a mercadoria", diz Benjamin Sicsú, vice-presidente de novos negócios da Samsung. "Com alta de 15% a 20% nos custos em 40 dias, não tem matemática que resolva", completa. Domingos Dragone, diretor comercial da Black & Decker, conta que o mercado está agitado, mas não é sensato reajustar preço enquanto a direção do câmbio está indefinida.

"O que choca é a sensação de que seguimos sujeitos a chuvas e trovoadas no câmbio."Para Fernando Ribeiro, economista-chefe da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), "a indústria brasileira se tornou estruturalmente dependente de insumos importados, num processo que começou na década de 90, mas se intensificou nos últimos sete anos". A participação dos importados no consumo de bens industriais saiu de 10,5% em 2003 para 20,4% em 2010. Com essa mudança, variações bruscas do câmbio desorganizam os negócios.

Na semana passada, a Assistecwaff, que fabrica máquinas para a indústria alimentícia e importa insumos, negociava uma encomenda de R$ 4 milhões. Maurício Alvarenga, diretor comercial, não sabia como agir. "Não sei como estará a cotação do dólar daqui a seis meses, que é o tempo necessário para construir a máquina. É um tiro no escuro." No setor de máquinas, a fatia dos importados saltou de 28,7% em 2003 para 47,2%em 2010.

A fabricante de autopeças Mecano importa barras de aço da Itália. Ricardo Galvanese, coordenador de comércio exterior, conta que a importação foi negociada com o euro a R$ 2,20, mas a divisa pulou para R$ 2,50 semana passada. "Se o real seguir em queda, dificilmente vamos repassar para as montadoras. O prejuízo será nosso."

Dívidas. Outra maneira de aliviar o peso do real forte foi se endividar em dólar. A dívida externa do setor privado saltou de R$ 160,5 bilhões em 2007 para R$ 346,9 bilhões em agosto deste ano, segundo o Banco Central. Nos últimos dias, empresas correram para fazer "hedge" (proteção) no mercado financeiro, evidenciando sua vulnerabilidade. "Os custos de mão de obra e energia já vinham altos. Com a virada do câmbio, as margens de lucro das empresas estreitaram ainda mais", diz Júlio Sérgio Gomes de Almeida, consultor do Instituto de Estudos do Desenvolvimento Industrial (Iedi).

O economista David Kupfer diz que a queda do real impacta imediatamente nos custos, mas o problema pode ser amenizado por exportações mais rentáveis. Ele afirma que as empresas brasileiras desenvolveram flexibilidade para fazer o caminho contrário e buscar fornecedores locais, mas o processo dura cerca de um ano. "Por isso, é importante que a desvalorização não seja rápida demais para evitar o impacto inflacionário."

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

ENEM: Resultados de 2010

Post de Mariza Abreu

Hoje, a imprensa divulga que o Rio Grande do Sul, que até 2009 encontrava-se em primeiro lugar no ranking do ENEM, ficou em quarto lugar em 2010, atrás do Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo, nesta ordem. Os gaúchos precisam avaliar com seriedade esse resultado, pois lá se vai a última posição onde ainda estávamos em primeiro lugar. Vínhamos anunciando que isso poderia acontecer, pois se já não mantínhamos os primeiros lugares nos anos iniciais e finais do ensino fundamental nas avaliações nacionais de aprendizagem, os resultados educacionais terminam funcionando com uma "onda": quando os alunos que estavam no ensino fundamental, que não figuravam nos primeiros lugares no País, chegassem ao médio, a tendência seria também não conseguirem a primeira colocação nesse nível de ensino.

Vejam só. Nossos alunos melhoram sua média de 553,96 para 559,69, mas os alunos desses outros Estados andaram mais rápido do que nós, tiveram avanços mais significativos e ultrapassaram o Rio Grande do Sul, como disse a Zero Hora de hoje (12/09/11).

Por que isso está acontecendo? Vamos a algumas hipóteses de explicações:

Nos outros Estados, os currículos escolares já estariam modificando-se na orientação das áreas de conhecimento propostas nas provas do novo ENEM e na concepção do desenvolvimento de habilidades e competências cognitivas, presentes nas matrizes de referência das avaliações externas nacionais (Saeb desde 1995, ENEM desde 1998, ENCCEJA desde 2002, repicadas na Prova Brasil desde 2005 e mantidas no novo ENEM desde 2009). No Rio de Janeiro (com alterações e interrupções) e São Paulo (desde 1996, com alterações, mas sem interrupção), há sistemas estaduais de avaliação, hoje no Rio implementado pelo Caed da Universidade Federal de Juiz de Fora, que realizou o Saers no Rio Grande do Sul.

No nosso Estado, o Saers foi aplicado nos quatros anos do governo do PSDB e seus aliados e suspenso pelo governo Tarso Genro. E as Lições do Rio Grande, referenciais curriculares para os anos finais do ensino fundamental e ensino médio, organizados com base nessas concepções modernas de currículo escolar (desenvolvimento de habilidades e competências cognitivas e áreas do conhecimento) foram entregues aos professores e às escolas estaduais no segundo semestre de 2009 e, a partir de então, realizaram-se em todo o Estado cursos de capacitação, com universidades comunitárias, para implementação dos novos currículos escolares. Mas, em educação, leve-se tempo para colher resultados. E a Secretaria da Educação do governo Tarso Genro mandou "guardar nas bibliotecas" das escolas as Lições do Rio Grande.


Minha principal hipótese é que, a partir dos anos 70, a educação gaúcha vem continuamente perdendo posição no País por dois principais motivos: pela redução dos investimentos do governo do Estado em educação, devido à crise fiscal e despesas crescentes com previdência, e pela descontinuidade das políticas públicas. Aliás, o primeiro motivo explica o segundo: a dificuldade de governar o Rio Grande do Sul pode ser uma das principais causas para a não recondução do mesmo partido ou coligação política ao governo do Estado, desde a retomada das eleições para governador, em 1982. Pensemos um pouco e vejamos a diferença para os principais Estados da Federação, como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Ceará, Bahia, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, os vizinhos Santa Catarina e Paraná... Todos tiveram ao menos uma "continuidade".

A falta de recursos do governo estadual gera constante atrito com os servidores, queda da qualidade dos serviços públicos e falta de investimentos, com deterioração da infra-estrutura. Por isso, uma fábrica estrangeira prefere se instalar num Estado do Nordeste e não no Rio Grande do Sul. Agora, qual será o resultado do governo Tarso Genro?! Só para apimentar: o último governo estadual a conceder reajustes a setores do funcionalismo no primeiro ano de mandato foi o governo Britto, e depois não pagou no segundo ano, gerando dívidas (precatórios e RPVs até hoje pesando nas despesas públicas). Olívio, Rigotto e Yeda concederam aumentos salariais no segundo ano de seus governos. Onde irão parar as finanças estaduais, ainda por cima com crise internacional?

Fonte: Reprodução de post de Mariza Abreu, ex-secretaria de Educação do Governo Yeda Crusius e ex-assessora parlamentar do Congresso Nacional, publicada no Blog Tucanos na Educação.

COBRANÇA CONDOMINIAL


Novo dono de imóvel deve pagar dívidas pendentes

Novo proprietário de imóvel em condomínio é responsável pelo pagamento das cotas devidas pelos antigos proprietários vendedores. O entendimento é do desembargador Luiz Fernando Boller, da 4ª Câmara de Direito Civil do Tribunal Justiça de Santa Catariana. Ele negou provimento ao Agravo de Instrumento interposto por Wanderlei de Liz Comel contra decisão da 4ª Vara Cível de Lages (SC). A ação de cobrança foi ajuizada pelo Condomínio Residencial Cacimba.

Invocando o preceito contido no artigo 1345 do Código Civil, Boller registrou em seu voto que "a ação de cobrança de cotas relativas ao condomínio, por se tratar de obrigação `propter rem´, ou seja, vinculada ao bem, pode ser ajuizada contra o comprador do imóvel, mesmo que as dívidas sejam anteriores à sua aquisição". Ele destacou que "o adquirente do apartamento passa a ser também responsável pelas despesas condominiais que não foram satisfeitas pelo antigo proprietário".

Relativamente à intervenção de terceiros, no caso os vendedores, o desembargador relator salientou que "não é qualquer ação regressiva que enseja a denunciação da lide prevista no artigo 70, inc. III, do Código de Processo Civil, limitando-se o instituto àquelas hipóteses em que houver previsão contratual de uma ação em garantia, ou seja, quando a perda de ação movida contra um dos contratantes resultar automaticamente na responsabilização do outro".

O agravante pretendia ser excluído da lide, com o argumento de que adquiriu os apartamentos objeto da cobrança condominial somente em março de 2007, ao passo que as cotas condominiais exigidas teriam se acumulado no período compreendido entre 29/8/2004 e 28/2/2009, ou seja, espaço de tempo que compreende período anterior à sua aquisição, razão pela qual, invocando os termos do contrato de compra e venda, remeteu a responsabilidade pelo pagamento aos antigos proprietários.

A decisão foi unânime no colegiado. Segundo o relator, a decisão sinaliza aos adquirentes de unidades imobiliárias em condomínio a necessidade de diligenciar no sentido de constatar se pesam, ou não, débitos dessa natureza sobre o imóvel, a fim de que não venham a ser surpreendidos por uma demanda judicial que pode, até mesmo, culminar no leiloamento da propriedade. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-SC.

Comentário: No momento em que se registra grandes investimentos em conjuntos habitacionais, estimulando as pessoas a optarem por residir em apartamentos, em substituição às casas de moradia tradicionais, por oferecerem maior segurança e menores custos, é muito importante verificar, sempre, a situação condominial do antigo inquilino, especialmente no caso de aquisição de lojas ou apartamentos usados.

Confira a sentença do desembargador Luiz Fernando Boller, da 4ª Câmara de Direito Civil do Tribunal Justiça de Santa Catarina - Agravo de Instrumento n. 2010.020571-1, de Lages, no site;

http://www.conjur.com.br/2011-set-13/dono-imovel-pagar-dividas-pendentes-condominio

terça-feira, 13 de setembro de 2011

AS LÁGRIMAS DA PROFESSORA

Corria o ano de 1992, em pleno clima das eleições municipais. Candidato a prefeito, cumpria uma jornada cívica de visitas aos estabelecimentos comerciais de Santiago, como primeira etapa de um processo de consultas e de apropriação de dados e informações para a construção do plano de governo da União Popular de Santiago.

Numa manhã, cheguei à papelaria do FESAN, Fundo Educacional de Santiago, mantenedor da FAFIS - Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras e fui recebido pela diretora da FAFIS, professora Ayda Bochi Brum. Fiquei surpreso com a cordial acolhida e de saber que aquela loja era um projeto do FESAN, implementado com o propósito de oferecer material escolar e didático aos alunos a preços reduzidos, além de ser, também, uma forma de arrecadar recursos para o Fundo. A surpresa maior, no entanto, foi o relato sobre a situação do ensino superior em Santiago, as dificuldades em manter o funcionamento da Instituição e os próprios cursos autorizados pelo de Ministério da Educação, além da insuficiência de apoio político, logístico e operacional à permanência e expansão do Ensino Superior na nossa terra.

Jamais vou esquecer o depoimento realista, sonhador e emocionado da professora Ayda: fartas lágrimas molharam o seu rosto. Tive convicção, naquele momento, de que conversava com uma cidadã que lutava bravamente, com perseverança e destemor, para que a nossa comunidade oportunizasse formação universitária aos jovens santiaguenses, cujos pais não podiam oferecer-lhes acesso aos cursos superiores em faculdades isoladas ou universidades existentes em outros municípios, mais distantes.

As lágrimas derramadas com espontaneidade e emoção do rosto da professora Ayda, transmitiam a certeza de que estava diante de uma mulher idealista, com sólida formação intelectual e cultural, com profundo conhecimento da realidade educacional brasileira e determinada a trabalhar para manter, diversificar e ampliar a oferta de vagas no ensino universitário, em Santiago.

Não preciso dizer que todas as impressões que tive sobre o seu caráter, integridade, espírito público, compromisso e comprometimento com a educação se confirmaram na plenitude, ao longo dos anos... Nada melhor que o tempo para confirmar nossos erros e acertos.

Eleito prefeito, não hesitei em apoiar, incondicionalmente, durante o mandato, todas as iniciativas da professora Ayda. Da decisão de integração ao modelo de universidade multi-campi nas Missões e Alto Uruguai, no processo de conquista formal da Universidade, e nos primeiros passos para implantação do Campus atual, eu estava ao seu lado e de suas equipes de trabalho, mobilizando esforços e alguns recursos do município, que eram muito escassos naqueles tempos, para viabilizar ações necessárias à consolidação e construção da Universidade.

Muitos anos depois, ao verificar, como cidadão e aluno, o estágio de desenvolvimento da URI - Campus de Santiago,  contabilizar o número de especialidades ofertadas, de profissionais graduados oriundos de todos os extratos econômicos e sociais e olhar pelo retrovisor a história de construção da URI, percebo o quanto foi importante e decisivo aquele momento na pequena papelaria situada na Rua General Canabarro. Hoje, tenho a absoluta certeza de que aquelas lágrimas vertidas pela professora Ayda se transformaram num imenso rio caudaloso de energia - a força motriz que lhe possibilitou mobilizar pessoas, instituições, materiais e recursos humanos para construir a URI-Campus de Santiago.

Hoje, quando obtive a confirmação, pelo Olívio, seu filho, de sua demissão da condição de docente da URI, minha memória instantaneamente voltou para o ambiente da papelaria do  FESAN. Desta vez, professora Ayda, as lágrimas são minhas! Sempre me emociono quando vejo, por qualquer razão, os nossos símbolos deixarem os campos de lutas... Agora é o maior de todos os símbolos da Educação de Santiago que deixa a instituição que teceu com os fios de ouro da tenacidade, da competência na gestão e do desvelo, se afastando da Universidade que criou, ainda em plena capacidade produtiva. Todavia, deixa grandioso legado de realizações para a comunidade de Santiago e Vale do Jaguari, em todos os campos do conhecimento, onde o mais valioso, sem dúvida, foi a formação de capital humano, materializado nos milhares de jovens e profissionais diplomados nos cursos de extensão, graduação e de pós–graduação ofertados pela URI.



Para uma dama sensível, generosa e uma profissional de talento excepcional, que foi além do horizonte em sua luta incansável pela Educação em Santiago e até nos confins do Brasil, meu carinho e admiração.

domingo, 11 de setembro de 2011

Estudo sugere que vinho caro é desperdício, pois consumidor não nota diferença


Foto: PA
Vinhos mais baratos podem ter o mesmo efeito em termos de paladar que garrafas mais caras, segundo um estudo britânico.

No total, 578 pessoas participaram de uma degustação às cegas durante o Festival de Ciência de Edimburgo, na Escócia, e só na metade dos casos conseguiram identificar quais eram os vinhos caros e quais eram os mais baratos.

Eles experimentaram diversas variedades de vinhos tintos e brancos com preços menores que 5 libras (R$13) e outras safras consideradas superiores vendidas a preços entre 10 e 30 libras (R$ 26 e R$ 78). Na degustação, também havia garrafas de champagne de 17 libras (R$ 44) e de 30 libras (R$ 78).

Os participantes tinham de dizer, então, quais eram os vinhos baratos e quais eram os caros. Mesmo sem saber a resposta, eles teriam 50% de chance de acertar. E foi exatamente isso o que aconteceu.

A conclusão, para os pesquisadores da Universidade de Hertfordshire, é que muita gente não consegue distinguir os vinhos pelo paladar e pode estar pagando mais caro apenas pelo rótulo.

"Estes resultados são impressionantes. As pessoas não conseguiram notar a diferença entre vinhos caros e baratos, então nesse momento de dificuldades financeiras a mensagem é clara: os vinhos baratos que testamos tinham um gosto tão bom quanto as garrafas caras", disse o psicólogo Richard Wiseman, que conduziu o estudo.


Fonte: Artigo publicado no site http://www.bbc.co.uk/portuguese/

Voto consciente

Merval Pereira, O Globo
Não é a primeira vez que um fato isolado expõe com crueza a separação entre o que quer a sociedade e o que fazem os políticos. A absolvição da deputada federal Jacqueline Roriz, flagrada em filme recebendo uma propina do esquema do então governador Arruda em Brasília, foi um tapa na face da opinião pública e explicitou a necessidade de uma mudança na representação congressual, para aproximá-la do sentimento da sociedade.
A proposta de reforma política apresentada pelo relator da comissão especial, o petista Henrique Fontana, dá, com a lista fechada, uma força às direções partidárias que elas não estão a merecer.
A proposta de voto distrital, em contrapartida, dá ao eleitor a chance de fiscalizar de perto a atuação de seu escolhido, e por isso a adesão ao manifesto se amplia.
A legitimidade do Congresso Nacional como instituição estaria ameaçada por práticas fisiológicas que já são nossas velhas conhecidas: clientelismo, malversação, promiscuidade.
Os defensores do voto distrital alardeiam pesquisas que mostram que um mês após a eleição, 30% dos eleitores já não se lembra em quem votou, pois vota sem conhecer bem os candidatos.
Este número aumenta para 70% em relação às eleições anteriores. O mesmo processo aconteceria em relação ao candidato, que tendo uma votação fragmentada, não se sentiria ligado ao eleitor e, por outro lado, os eleitos por votos corporativos só se sentiriam responsáveis por aqueles nichos em que atuam.
O voto distrital é um sistema de voto majoritário no qual um Estado (ou cidade) é dividido em pequenos distritos com aproximadamente o mesmo número de habitantes, cada partido indica um único candidato por distrito e cada distrito elege um único representante pela maioria dos votos.
O movimento #euvotodistrital defende o sistema majoritário de dois turnos, ou seja, o voto distrital puro. Essa modalidade, alegam seus coordenadores, além de trazer todos os benefícios do Distrital como conhecemos, preserva os interesses das minorias ao exigir segundo turno, caso o candidato não tenha 50%+1 dos votos.
Já está em tramitação um projeto de lei que determina que as eleições para as Câmaras Municipais em municípios com mais de 200 mil habitantes sejam feitas pelo sistema majoritário, proporcionando aos eleitores a experiência de viverem um sistema eleitoral diverso, para que no futuro ele possa ser adotado em outras eleições legislativas.
Uma das características do voto distrital seria possibilitar ao eleitor trabalhar contra um candidato, o que no atual sistema brasileiro simplesmente não existe.
Um parlamentar corrupto em busca da reeleição dispõe no sistema atual de caminhos para contornar resistências e continuar fraudando o mandato popular. Como é o caso do deputado Valdemar da Costa Neto, que se elegeu ás custas das sobras de votos de Tiririca.
As vantagens do sistema distrital majoritário são muitas, segundo os formuladores do projeto: é um sistema simples e de fácil implantação; incentiva a participação do eleitor, que exerceria maior vigilância e fiscalização sobre o representante eleito do seu distrito, e permitiria diminuir o custo das campanhas eleitorais para o país como um todo.
Cada partido só poderá apresentar um candidato por distrito, reduzindo drasticamente o número de candidatos nos estados e no país.
Além disso, o candidato concentrará sua campanha no distrito ao qual concorre, tendo fim as campanhas eleitorais milionárias em que os candidatos, no sistema atual, se vêm obrigados a fazer campanha em todo o estado.
Uma campanha milionária num distrito, por sua vez, será escancarada perante o eleitor, podendo criar constrangimentos.
Na definição do cientista político Amaury de Souza, que também está envolvido na campanha, o voto distrital, ao adensar a relação do eleitor com o deputado, fortalece o Poder Legislativo face ao Executivo.
A acusação de que o voto distrital é paroquial é rejeitada pelos coordenadores da campanha, que afirmam que, ao contrário, o voto distrital majoritário é muito menos provinciano e paroquial do que o sistema atual.
Um deputado que disputa uma eleição majoritária num distrito que pode ter 250 mil eleitores, é obrigado a compor com todos os interesses daquela comunidade, não pode ser paroquial.
Ao contrário do paroquialismo, o voto distrital majoritário modernizaria, tornaria cosmopolita a representação na Câmara.
Para Amaury de Souza, o distrital majoritário torna a eleição mais inteligível, o eleitor vê melhor a relação entre seu voto, seu candidato e o vencedor.
Uma projeção das bancadas partidárias, respeitando-se o número de cadeiras existentes para cada Estado na Câmara dos Deputados, e criados tantos distritos quantas cadeiras estarão sendo disputadas, mostra um quadro de perdas e ganhos para os partidos.
O PT, por exemplo, perderia 8 cadeiras na Câmara, enquanto o PMDB ganharia nada menos que 14. O PSDB ganharia 5 deputados federais, enquanto o DEM perderia 2. PP, PR e PDT e PCdoB seriam os partidos mais prejudicados: cada um perderia 5 deputados federais. Entre os nanicos, o PSC perderia 6 deputados federais.

sábado, 3 de setembro de 2011

O Bairrista: Um site imperdível

O Bairrista é um portal de notícias de humor inteligente, linguagem clara e acessível, que trabalha as informações do momento com fina ironia, gracejando com o bairrismo dos gaúchos.

Veja como o criador define a "criatura":   

"O Bairrista é um portal de notícias fictícias destinado ao público maior de idade, além é claro, de ser o melhor jornal do Rio Grande. E do mundo também!"

http://www.obairrista.com/noticia

Leia, abaixo, uma das notícias reveladora das características do blog: